quinta-feira, 8 de julho de 2010

... entre todos, Você!


Entre todos são seus os olhos que percebo em mim
Me toma pelas mãos e sem uma palavra qualquer me deixo levar
Nem sei ao certo quando e como, mas nos descubro a sós
O frio vertia na pele e teu rosto ainda tão claro se fazia corado

Os toques desencontrados e uma sensação de ineditismo no ar
O calor de teu peito semi nu a me tosquiar a face
Ofegante meus lábios roçam timidamente os teus
O desencontro agora voraz e insano

Meus dedos procurando os botões de sua camisa
A pele tão lisa, tão pálida, tão quente
Minha boca percorrendo cada milímetro de seu ser
E teu gosto num beijo desenfreado e interminável

Tuas mãos desenhando as curvas de minhas coxas
Num ímpeto me deita sobre o mármore frio
Só o calor de teu corpo a me enlouquecer
cada vez mais, sinto a pressão de teu corpo sobre o meu

Tua rigidez me perturbando e a lascívia a me dominar
Tão frio quanto o mármore o metal de sua corrente percorre meu corpo
Desenhando o contorno dos meus seios me tortura
O calor que agora me invade devasta todos os outros sentidos

Corto o ar com as unhas, marco tua pele agora rubra
Mesmo com o vento a gritar os sons que procuro calar
Os gemidos e sussurros insistem em sair
E o toque, antes desencontrado, agora dita o ritmo que nos embala

Os cabelos colados em teu corpo suado
Teu gosto que me invade
O cheiro doce de teu hálito a sussurrar
E agora em mim, apenas você

Um comentário:

Manu Abintes disse...

Uoooooooooouuuuuuuuuuuuuu

Onde vc anda? O quê anda fazendo????