terça-feira, 21 de setembro de 2010

... entre vinhos e chuva!


As taças se encontram num tilintar quase imperceptível
Quebrando o silêncio da chuva do fim de inverno
O gosto doce do vinho nos lábios úmidos
Se confunde com o teu gosto ainda quente

Toma minha taça em tuas mãos, se delicia com o vinho
Recosta minha cabeça em teu braço e se inclina sobre mim
Beija meu pescoço e silenciosamente arruma meu cabelo
Sua respiração suave, enquanto se coloco entre minhas pernas

A respiração se tornando ainda mais densa, ofegante
Sinto suas mãos deslizando dentro de minha blusa
O toque gélido arrefecendo meu corpo quente
E minha pele agora em chamas com o contraste

Em meio a sussurros e gemidos indescritíveis
Ouço as gotas de chuva riscando o vidro embaçado
Afasta minhas pernas e sinto o calor me invadir enquanto me possui
E com o gosto do vinho ainda em meus lábios, te sinto outra vez dentro de mim

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

...intensidade!




Como se não houvesse mas tempo para nós
Ousamos viver o que sequer imaginavamos
Recriando emoções nunca antes sentidas
Vivenciamos prazeres a tempos esquecidos

Segurando minhas mãos sob minha cabeça
Contorna meu corpo com teus lábios
Sinto o calor de teu hálito em meu ventre
E o deslizar de teu cabelo em minhas curvas

Com uma delicadeza que não se descreve
Sutilmente começa a me despir
Beijando por inteiro minhas pernas
Me faz delirar sem ao menos me tocar

A luz a meio fio, o som de um jazz qualquer
Um beijo interminável, sussurros indecifráveis
As mãos se encontram entrelaçadas
E começam a ditar o ritmo que nos embala

Me deita de bruços e massageia meu corpo
E tudo que ousei dizer sobre ti se confirma
Tão fugaz... sua intensidade se perpetua
Me possui como se eu fosse única

A calmaria que me domina e nos rodeia
É somente fruto de segurança que transmite
E quando acordo, são teus os olhos que percebo em mim
E teu sorriso escancarado me incita a recomeçar num beijo!

terça-feira, 20 de julho de 2010

... devaneios!


Ainda sinto quente a areia sob os pés
A escuridão do mar se confundindo com o Céu
Uma brisa leve passando entre nossos corpos
E o calor de tua respiração em meu pescoço

De frente me prostro em teu colo
Tuas mãos percorrendo os meus lábios
Teu toque sutil puxando-me pelo cabelo
E a pressão de teu corpo forçando-me de encontro a ti

Num ímpeto se deita sobre mim
Deslizando lentamente a língua em meu ventre
Suas mãos acariciando meus seios
O desejo agora visível em meu corpo arrepiado

A delicadeza com que me possui
Seguindo o ritmo das ondas no mar
O teu gosto em meus lábios e teu cheiro
Por todo meu corpo, ainda te sinto...

... desejos!


Me toma em teus braços e me guia no escuro
O Frio da parede em meus seios
Tuas mãos percorrem meu corpo
Seus lábios desenham as curvas do meu pescoço

Prende minhas mãos sobre minha cabeça
Afasta minhas pernas e me domina
As coxas desencontradas começam tremer
Os gemidos abafados pelo vidro embaçado

Encosta teu peito em minhas costas
Sussurra seus desejos em meu ouvido
Os cabelos colados em meu rosto
Tuas mãos de encontro às minhas

Me vira e me sustenta contra o vidro frio
Tua boca sugando a água em meu corpo
Meus seios rijos em tua boca quente
Inexplicavelmente... te sinto em mim

quinta-feira, 8 de julho de 2010

... entre todos, Você!


Entre todos são seus os olhos que percebo em mim
Me toma pelas mãos e sem uma palavra qualquer me deixo levar
Nem sei ao certo quando e como, mas nos descubro a sós
O frio vertia na pele e teu rosto ainda tão claro se fazia corado

Os toques desencontrados e uma sensação de ineditismo no ar
O calor de teu peito semi nu a me tosquiar a face
Ofegante meus lábios roçam timidamente os teus
O desencontro agora voraz e insano

Meus dedos procurando os botões de sua camisa
A pele tão lisa, tão pálida, tão quente
Minha boca percorrendo cada milímetro de seu ser
E teu gosto num beijo desenfreado e interminável

Tuas mãos desenhando as curvas de minhas coxas
Num ímpeto me deita sobre o mármore frio
Só o calor de teu corpo a me enlouquecer
cada vez mais, sinto a pressão de teu corpo sobre o meu

Tua rigidez me perturbando e a lascívia a me dominar
Tão frio quanto o mármore o metal de sua corrente percorre meu corpo
Desenhando o contorno dos meus seios me tortura
O calor que agora me invade devasta todos os outros sentidos

Corto o ar com as unhas, marco tua pele agora rubra
Mesmo com o vento a gritar os sons que procuro calar
Os gemidos e sussurros insistem em sair
E o toque, antes desencontrado, agora dita o ritmo que nos embala

Os cabelos colados em teu corpo suado
Teu gosto que me invade
O cheiro doce de teu hálito a sussurrar
E agora em mim, apenas você